Melasma e manchas na pele
Nem toda mancha é igual — e o clareador errado pode escurecer ainda mais. O tratamento começa por identificar que tipo de mancha você tem.
Dra. Karina Crescimani · CRM 126886-SP · RQE 31805 · Membro Titular da SBD
Os principais tipos de mancha
"Mancha na pele" não é um diagnóstico — é um sintoma. Manchas com causas completamente diferentes podem parecer semelhantes no espelho, e o tratamento adequado para uma pode agravar outra.
Melasma
Manchas acastanhadas, geralmente simétricas, nas maçãs do rosto, testa, buço e têmporas. Atinge principalmente mulheres e tem três gatilhos principais: sol, hormônios (gravidez, anticoncepcional) e calor. É uma condição crônica: controla-se muito bem, mas tende a retornar quando a fotoproteção é interrompida.
Manchas senis e de sol
Também chamadas de melanoses solares ou lentigos, aparecem em áreas de exposição acumulada — rosto, colo, dorso das mãos e antebraços. São bem delimitadas e respondem bem a tratamentos que removem a pigmentação localizada.
Manchas pós-inflamatórias
Escurecimento que fica depois de uma espinha, de um machucado, de uma depilação ou de uma alergia. Costumam clarear com o tempo, e o tratamento acelera esse processo — mas tratar a causa vem primeiro.
Manchas brancas
A popular "mancha de pano branco" costuma ser pitiríase versicolor, uma micose superficial que responde a antifúngico. Mas manchas brancas também podem indicar vitiligo, pitiríase alba ou hipopigmentação pós-inflamatória — condições distintas com tratamentos distintos. É um caso em que o autodiagnóstico erra com frequência.
Tratar sem diagnosticar não funciona. Condições de pele muito diferentes podem parecer iguais a olho nu — e o tratamento certo para uma pode piorar a outra. Por isso a consulta começa sempre pelo exame e pelo diagnóstico.
Como as manchas são tratadas
O plano depende do tipo de mancha, da profundidade do pigmento e do fototipo da pele. Os recursos incluem:
- Fotoproteção rigorosa — a base de qualquer tratamento de mancha. Protetor com cor (com pigmento físico) protege contra a luz visível e a luz azul, que também estimulam o melasma; protetor comum não faz isso.
- Clareadores tópicos em formulações associadas, com ativos ajustados à tolerância da sua pele.
- Peelings químicos seriados, em concentrações progressivas.
- Microagulhamento com ativos clareadores, útil no melasma resistente.
- Lasers e tecnologias, em casos selecionados e com critério — no melasma, o calor excessivo pode piorar o quadro.
Cuidado com o clareamento por conta própria. Ácidos em concentração inadequada, receitas caseiras com limão e exposição solar após o procedimento são causas frequentes de piora. No melasma, a pele inflamada produz mais pigmento.
Perguntas sobre manchas
Melasma é uma condição crônica: o objetivo é o controle, com clareamento significativo e manutenção. Sem fotoproteção contínua, tende a retornar. Com o tratamento e a proteção corretos, é possível manter a pele uniforme por longos períodos.
Depende do tipo e da profundidade. Manchas superficiais respondem em algumas semanas; melasma costuma exigir alguns meses de tratamento consistente. Resultados variam de paciente para paciente.
Sim, com ajustes. Alguns procedimentos são reservados para períodos de menor exposição solar, mas o tratamento tópico e a fotoproteção seguem o ano inteiro — inclusive porque é no verão que o melasma mais piora.
No melasma, sim. A luz visível — inclusive de lâmpadas e telas — estimula a pigmentação. Nesses casos indicamos protetor com cor, que bloqueia esse espectro.
Nem sempre. A causa mais comum é a pitiríase versicolor, uma micose superficial. Vitiligo, pitiríase alba e manchas pós-inflamatórias também entram no diagnóstico diferencial — que é feito no exame clínico, com auxílio da lâmpada de Wood quando necessário.
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Diagnóstico e tratamento com Dra. Karina Crescimani — CRM 126886-SP · RQE 31805, membro titular da SBD. Valinhos-SP.