Câncer de pele e exame de pintas
O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil — e um dos mais curáveis quando descoberto cedo. O exame de pintas é rápido e indolor.
Dra. Karina Crescimani · CRM 126886-SP · RQE 31805 · Membro Titular da SBD
Por que o exame de pintas importa
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura — especialmente os tipos não melanoma.
O exame é simples: a dermatologista avalia a pele com dermatoscópio, um aparelho que amplia e ilumina a lesão revelando estruturas e padrões de pigmento invisíveis a olho nu. É indolor, não invasivo e feito na própria consulta.
Os principais tipos
- Carcinoma basocelular — o mais comum. Costuma aparecer como uma lesão perolada, brilhante, com vasinhos, ou como uma ferida que não cicatriza. Crescimento lento e raramente se espalha.
- Carcinoma espinocelular — lesão áspera, endurecida ou ulcerada, frequente em áreas de exposição solar crônica.
- Melanoma — o menos frequente, porém o mais agressivo. Pode surgir de uma pinta que muda ou em pele antes normal. O diagnóstico precoce é decisivo.
A regra do ABCDE
Entre as consultas, o autoexame ajuda a perceber mudanças. Observe suas pintas seguindo o ABCDE:
- A — Assimetria: metades diferentes entre si.
- B — Bordas: irregulares, mal definidas ou serrilhadas.
- C — Cor: mais de uma cor na mesma lesão, ou mudança de cor.
- D — Diâmetro: maior que 6 mm, embora lesões menores também mereçam atenção.
- E — Evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor, relevo — ou surgimento de coceira e sangramento.
Procure avaliação sem esperar diante de uma ferida que não cicatriza em algumas semanas, de uma pinta que mudou, de uma lesão que sangra ou coça sem motivo, ou de uma mancha nova que cresce. O autoexame não substitui a consulta — ele indica quando antecipá-la.
Quem tem mais risco
- Pele, olhos e cabelos claros; pessoas que se queimam com facilidade
- Histórico familiar ou pessoal de câncer de pele
- Exposição solar intensa acumulada ou queimaduras solares na infância
- Grande quantidade de pintas
- Uso de câmaras de bronzeamento artificial
- Imunossupressão
Perguntas sobre câncer de pele
Para a população geral, a orientação usual é uma avaliação anual. Pessoas com fatores de risco — histórico familiar, muitas pintas, pele muito clara — podem precisar de intervalos menores, definidos na consulta.
Não. É um exame visual feito com dermatoscópio, sem cortes e sem contraste. Costuma levar de 15 a 30 minutos, conforme a quantidade de lesões.
A conduta pode ser acompanhamento com registro para comparação futura ou a remoção da lesão para exame anatomopatológico — o exame microscópico que dá o diagnóstico definitivo.
É uma das medidas mais eficazes, junto com evitar o sol entre 10h e 16h, usar chapéu e roupas com proteção e não usar bronzeamento artificial. A fotoproteção deve ser diária, inclusive em dias nublados.
Merece avaliação. O surgimento de lesões pigmentadas novas na idade adulta deve ser examinado com dermatoscopia.
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica específica realizada em centros habilitados. Na consulta, a lesão é avaliada e, quando esse é o tratamento indicado, o encaminhamento adequado é orientado.
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Diagnóstico e tratamento com Dra. Karina Crescimani — CRM 126886-SP · RQE 31805, membro titular da SBD. Valinhos-SP.